Pistas e operações

Duas pistas, para começar. Comprimento, afastamento e orientação não foram publicados — e o Governo quer prova de que servem as maiores aeronaves.

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Vista da janela de um avião de uma ponte suspensa vermelha e da cidade densa por baixo.
“Ponte 25 de Abril seen from a plane on the final approach to the Lisbon airport, Lisbon, Portugal julesvernex2”, © Jules Verne Times Two, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons. Redimensionada para 1600 px de largura. Sobre esta imagem

O modelo-base de 2024 previa duas pistas com 90 a 95 movimentos por hora e possível expansão até quatro. Em 2025, as especificações mínimas da concessão foram reabertas, incluindo a abertura a um comprimento máximo de pista menor e a um maior afastamento para operação tripla independente.

A 28 de setembro de 2026, o Governo pediu à ANA que demonstrasse a configuração das pistas e dos caminhos de circulação e a sua plena compatibilidade com aeronaves Código F, bem como a capacidade e a flexibilidade operacional. O espaço aéreo será reestruturado para compatibilizar o aeroporto com o tráfego civil e militar.

As trajetórias de voo e os contornos de ruído dependem destas escolhas. O observatório não desenhará pistas enquanto não existir uma geometria oficial.

Vista aérea gerada por computador de cais do terminal com muitos aviões estacionados em pontes de embarque e na placa.

Imagem de conceito — não é um projeto aprovado Conceito Luís de Camões (2026)

Cais com pontes de embarque e posições remotas. A proposta da ANA prevê 120 posições de estacionamento (o texto é da ANA). As cores de companhias aéreas na imagem são ilustrativas e não implicam qualquer compromisso.

“Aeroporto Luís de Camões — posições de estacionamento”, © ANA – Aeroportos de Portugal, used with permission, via copy published by Pontos pra Voar. Converted to JPEG.

Um avião de passageiros de dois pisos e quatro motores, muito grande, a descolar.

Um Airbus A380, a aeronave Código F mais conhecida, em Munique, em 2015. Em setembro de 2026, o Governo pediu à ANA que demonstrasse a plena compatibilidade das pistas e caminhos de circulação do novo aeroporto com aeronaves Código F. Fotografia não tirada em Portugal.

“Emirates Airbus A380-861 A6-EER MUC 2015 04”, © Julian Herzog, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Redimensionada para 1600 px de largura.

Ilustração — sem escala, não é o projeto do aeroporto

Um avião em aproximação final a uma pista iluminada.

Ilustração: Observatório do Aeroporto Luís de Camões (obra original).

O que dizem os documentos

Questões em aberto

  1. Qual o comprimento, afastamento, orientação e conceção Código F das pistas?

    Em aberto

    Porque importa

    A geometria das pistas determina contornos de ruído, trajetórias, capacidade e ocupação do solo.

    O que se sabe até agora

    São propostas duas pistas. Em setembro de 2026, o Governo pediu à ANA que demonstrasse a compatibilidade com o Código F. As dimensões não foram publicadas nas fontes analisadas.

    Fonte: Governo português — Ministério das Infraestruturas e Habitação Fonte: Governo português (XXV Governo Constitucional)

  2. Como será reestruturado o espaço aéreo entre tráfego civil e militar?

    Em aberto

    Porque importa

    As trajetórias de voo decidem que comunidades são sobrevoadas.

    O que se sabe até agora

    A reestruturação do espaço aéreo consta das ações preparatórias. Nenhuma conceção do espaço aéreo foi publicada nas fontes analisadas.

    Fonte: ANA – Aeroportos de Portugal (VINCI Airports)

Perguntas respondidas

O que é o Código F e porque está nas notícias?

O Código F é a maior categoria de aeronaves no código de referência de aeródromo internacional, aplicada às aeronaves de maior envergadura. Pistas, caminhos de circulação e posições têm de estar preparados para elas. Em setembro de 2026, o Governo pediu à ANA que demonstrasse a plena compatibilidade com o Código F.

Fonte: Governo português — Ministério das Infraestruturas e Habitação Ligação permanente: O que é o Código F e porque está nas notícias?

Qual será o comprimento e a orientação das pistas?

Não estabelecido no registo público

Desconhecido. As dimensões, o afastamento e a orientação das pistas não foram publicados nas fontes analisadas. Em 2025, a discussão das especificações mínimas da concessão admitiu a redução do comprimento máximo das pistas.

Fonte: Governo português (XXV Governo Constitucional) Ligação permanente: Qual será o comprimento e a orientação das pistas?

Por onde voarão os aviões e quem os ouvirá?

Não estabelecido no registo público

Desconhecido nesta fase. As trajetórias dependem da orientação das pistas e da reestruturação do espaço aéreo em planeamento. Os contornos de ruído constarão do Estudo de Impacte Ambiental, cuja consulta ainda não tinha aberto à data de referência.

Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente (SIAIA) Fonte: ANA – Aeroportos de Portugal (VINCI Airports) Ligação permanente: Por onde voarão os aviões e quem os ouvirá?

Fontes

  1. Nível 2 Comunicado oficial · Governo português — Ministério das Infraestruturas e Habitação ·

    Governo responde a Relatório Técnico da ANA sobre o Novo Aeroporto de Lisboa

    Original: Governo responde a Relatório Técnico da ANA sobre o Novo Aeroporto de Lisboa Ligação verificada

  2. Nível 2 Comunicado de empresa · ANA – Aeroportos de Portugal (VINCI Airports) ·

    ANA entrega Relatório Técnico do Novo Aeroporto de Lisboa

    Original: ANA entrega Relatório Técnico do Novo Aeroporto de Lisboa Ligação verificada

  3. Nível 2 Comunicado oficial · Governo português (XXV Governo Constitucional) ·

    Governo responde ao Relatório das Consultas da ANA sobre o novo Aeroporto de Lisboa e disponibiliza relatório

    Original: Governo responde ao Relatório das Consultas da ANA sobre o novo Aeroporto de Lisboa e disponibiliza relatório Ligação verificada

Explicadores relacionados