Os aeroportos são concebidos em função de um código de referência que define a dimensão das aeronaves que podem receber. O Código F é a maior categoria, para as aeronaves de maior envergadura. Um aeródromo preparado para elas precisa de pistas e caminhos de circulação mais largos, maior afastamento entre caminhos paralelos e posições de estacionamento maiores.
Ilustração — sem escala, não é o projeto do aeroporto
Um avião em aproximação final a uma pista iluminada.
Ilustração: Observatório do Aeroporto Luís de Camões (obra original).
Passageiros no aeroporto de Lisboa e capacidade prevista
Milhões de passageiros por ano
Passageiros movimentados no Humberto Delgado
valor publicado * calculado a partir de variações publicadas projeção ou capacidade de projeto, não tráfego
Porque está na carta
A 28 de setembro de 2026, o Governo indicou, entre as matérias do lado ar que carecem de maior demonstração, «a configuração das pistas e rede de caminhos de circulação e a sua plena compatibilidade com a operação de aeronaves Código F, capacidade e flexibilidade operacional». Não afirmou que o projeto não cumpre a norma; afirmou que a ANA ainda não demonstrou que a cumpre.
Capacidade de passageiros: cenários diferentes, não uma única previsão
Atual aeroporto (projeção de 2024)
Novo aeroporto — projeto de julho de 2026
Novo aeroporto — cenário estratégico de 2024 (até quatro pistas)
As especificações por detrás
O contrato de concessão fixa especificações mínimas para o novo aeroporto. Em 2025, o Governo aceitou que algumas estavam desatualizadas. Entre as nove alterações propostas pela ANA estavam a abertura a um comprimento máximo de pista menor e a um maior afastamento entre pistas para permitir operação tripla independente — escolhas que interagem com a dimensão das aeronaves.
O que não sabemos
Os comprimentos, larguras, afastamentos e orientação das pistas não foram publicados nas fontes que analisámos. Até serem, qualquer mapa com pistas em Alcochete é uma suposição. O nosso não as desenha.
