Um terminal, duas pistas: o projeto de julho de 2026 em pormenor

Vista aérea gerada por computador, ao pôr do sol, de um grande aeroporto numa planície: duas pistas paralelas compridas, um terminal central com cais e aviões, parques de estacionamento e estradas à frente.Imagem de conceito — não é um projeto aprovado
“Aeroporto Luís de Camões — vista aérea”, © ANA – Aeroportos de Portugal, used with permission, via copy published by Pontos pra Voar. Converted to JPEG. Sobre esta imagem

A ANA entregou o relatório técnico ao Ministério das Infraestruturas e Habitação a 16 de julho de 2026. O documento consolida a conceção preliminar: programa funcional, capacidade operacional, conectividade multimodal e soluções estruturais de longo prazo. Estes são os números principais, com as respetivas fontes.

O projeto de julho de 2026 num relance

Proposto pela ANA em julho de 2026 — em apreciação pelo Governo desde 28 de setembro de 2026. Não aprovado.

  • 2pistas na fase inicialEstado: Proposto oficialmente
  • cerca de 500 000 m²terminal de passageiros únicoEstado: Proposto oficialmente
  • 64portas de embarqueEstado: Proposto oficialmente
  • 72pontes de embarque em contactoEstado: Proposto oficialmente
  • 120posições de estacionamento (comunicado VINCI)Estado: Proposto oficialmente
  • 56 milhõespassageiros por ano na aberturaEstado: Proposto oficialmente
  • até 85 milhõespassageiros por ano, a longo prazoEstado: Meta / previsão
  • 7 900–8 900 milhões de €estimativa de investimento, preços de 2024Estado: Proposto oficialmente
  • a partir de 2035meta de abertura, após testes e certificaçãoEstado: Meta / previsão
Cada número liga ao seu registo, fontes e histórico de versões. Dados a 18 de outubro de 2026, a partir dos registos ligados. Grafismo: Observatório do Aeroporto Luís de Camões (obra original).
  • Duas pistas na fase inicial (ANA; Jornal de Negócios).
  • Um terminal de passageiros com cerca de 500 000 m² (ANA; VINCI).
  • 64 portas de embarque e 72 pontes de embarque em contacto (ANA).
  • 120 posições de estacionamento e 194 quiosques automáticos (apenas no comunicado em inglês da VINCI).
  • 56 milhões de passageiros por ano na abertura, até 85 milhões (ANA; Governo).
  • Um edifício «Net Zero» — uma aspiração cujo âmbito não está definido (ANA).

O que mudou face ao relatório anterior

O relatório inicial da ANA incluía um Terminal 2 ou um terminal satélite. O relatório técnico abandona-o a favor de um único edifício. A expansão terá, assim, de passar pela extensão desse terminal.

Qual o tamanho de um terminal de 500 000 m²?

cerca de 500 000 m² de área do terminal ≈ 70 campos de futebol de 105 × 68 m. Estado: Proposto oficialmente

Apenas para dar a escala: a área pode estar distribuída por vários pisos, pelo que a implantação do edifício será menor. Dados a 18 de outubro de 2026, a partir dos registos ligados. Grafismo: Observatório do Aeroporto Luís de Camões (obra original).

O que o Governo pede

A 28 de setembro, o Governo pediu à ANA que justificasse o terminal único e apresentasse uma estratégia clara de escalabilidade, que demonstrasse a compatibilidade das pistas e caminhos de circulação com o Código F e que testasse o dimensionamento com diferentes cenários de procura. Em março, já tinha pedido a reconfiguração do «Pier Swing» para reforçar a flexibilidade operacional.

Vista aérea gerada por computador de cais do terminal com muitos aviões estacionados em pontes de embarque e na placa.

Imagem de conceito — não é um projeto aprovado Conceito Luís de Camões (2026)

Cais com pontes de embarque e posições remotas. A proposta da ANA prevê 120 posições de estacionamento (o texto é da ANA). As cores de companhias aéreas na imagem são ilustrativas e não implicam qualquer compromisso.

“Aeroporto Luís de Camões — posições de estacionamento”, © ANA – Aeroportos de Portugal, used with permission, via copy published by Pontos pra Voar. Converted to JPEG.

O que não é público

As dimensões e a orientação das pistas, a planta do terminal, os arquitetos e engenheiros, e eventuais contratos de construção. As imagens divulgadas são de conceito; não são um projeto aprovado.